sexta-feira, 13 de abril de 2007

Resenhazinha esperta com creme saindo

Óquei, óquei indiozinhos, saiam de suas camisas do Weezer, parem de pagar pau pro disco dos Fratellis e retomem às suas origens MySpace.com ... disco dos Arctic Monkeys só pode significar renovação indie. Não que eles tenham renovado musicalmente no primeiro (renovaram na forma de levar música para a galera, conserguindo ser top seller e top downloader, aí tá, todo mérito pros macacos lá, todavia todas as músicas soavam a mesma coisa), mas porque o barato do ser humano é que ele segue quem tem o melhor corte de cabelo.


Atualmente, ele tem o melhor corte de cabelo.


Brianstorm
Foi aquela que apareceu na internet pra te lembrar: caraleo, eles ainda existem? E gastaram a grana continuando nessa vida marota de artista ao invés de virar o Pete Doherty. Mostrou que eles mantiveram a pegada, sacodiram o esqueleto e ainda andam com aquelas guitarras e ficaram mais marotos e irônicos. Well see ya later Innovator!



Teddy Picker

Soa como se lembrasse When the sun goes down, até que você percebe que eles são mais espertos que isso e que cantam muito mais a sério. A guitarra principal parece uma daquelas coisas que tocariam num filme do Homem Aranha. Mas eu nunca assisti a um filme do Homem Aranha. Who'd want to be men of the people, when there's people like you?



D Is For Dangerous

Sabe o abecedário da Xuxa? Com uma letra só e aquela pegadinha rápida e esperta que eles não abandonam. [i]D is for delightful, and try to keep your trousers on...[/i] é o tipo de frase que me faz querer ouvir um disco.


Balaclava

Sabe aquelas letras enormes do Panic! at the disco? Digamos que os Monkeys fazem como o Stuart David (ex-Belle; Looper) e observa fatos tirando fotos com as palavras. Tocaria num filme do Tarantino.



Fluorescent Adolescent

Óquei, esse é o real motivo pelo qual escuto esse disco. Fluorescent Adolescent resume este momento de vida, além de ser balançada e dar vontade de dançar. E de aprender a tocar bateria, porque é o melhor instrumento pra surpreender pessoas, no fim de tudo. Remember when he used to be a rascal?



Only Ones Who Know

É a pedida melodiosa do CD. Eu particularmente pulo, porque não tenho paciência nem namorado. Mas você pode dançar abraçadinho no final de seu baile de formatura de filme americano e se arrepender por ter sido enganada pelo guri popular mimimi. Vai tocar num remake de American Pie no finzinho, aposto.


Do Me A Favour


Do me a favour, unbreak my nose!
Do me a favour, tell me to go away!
Do me a favour, stop asking questions!
É marota e calminha, a música rebelde do disco, veja bem, pra mostrar maturidade.


This House Is a Circus

Levante e vá "pogar" [/expressão-dinho-ouro-preto-style] com sua galera indie.



If You Were There, Beware

O melhor dos macaquitos, é que, de um jeito ou de outro as guitarras deles conseguem ser meio Fuck Forever sempre. E que agora, eles conseguem compor como o Bârat. Quase os Libertines, veja bem.


The Bad Thing

Noiva fugindo do casamento eu vejo até em música folclórica. Só que a música folclórica não especifica a sacanagem que vai rolar depois. Com essa bateção de baqueta e essas guitarras as crianças estariam muito melhor instruidas à riqueza de detalhes do sexo. Esconda o disco.
Do the bad thing
Take off your wedding ring


Old Yellow Bricks

O que eu acho chato nos Monkeys é que quando você começa a ficar como o Eric, bode reumático e se cansa de pular eles continuam com essas guitarras frenéticas. Old é uma bela música, mas, pensamento de DJ aqui: se vc não tiver parado de dançar nem nas lentinhas, você acabou de queimar todas as calorias consumidas em sua existência. Thanks, Monkeys.


505

Vai assistir o Ya!Dog, vá...




segunda-feira, 9 de abril de 2007

Forrest Gump could never be me.

Veja bem, eu sonhei com o Ronald. E foi um sonho desses espertos, em que a gente saía pra comer cachorro quente na Lapa, no meio de um tiroteio, enquanto tocava 12:51 frenéticamente. Por um sonho desses, interpretei:

"Cara, preciso fumar maconha" - porque suburbanos cariocas não aparecem nos meus sonhos à toa.

Assim saí pra esperar um colega nigga - o qual, fisicamente, se assemelha muito com o Rios. Bem que vovó já dizia: "preto é tudo igual" - que com certeza saberia onde achar some pot e talicoisa. Não se espera menos de alguém que mora num lugar chamado Garimpo.

(Há de se abrir um parentêse aqui pra explicar que eu sou uma pessoa muito covarde, do tipo que nem sequer toma benflogin quando o médico manda tomar, de medo. Não se deixe enganar pelo meu sex appeal e meu estilinho Oscar Wilde. Eu não mereço ser citada na Uncyclopedia.)

Peguei minha caloi-rosa-bebê-1987, meu capacete da Barbie e me dirigi ao famigerado bairro. Praticamente havia entrado em um universo paralelo. Cidade de Deus não é apenas mais um filme que não ganhou um Oscar, mas sim uma realidade naquele lugar. Quando me aproximava do portão, sendo seguida pelos olhos de, no mínimo, quarenta e dois neguinhos que não tiveram adesivos "Papai, não esquece a minha Caloi" para colar pela casa, abre-se a Porta da Esperança:


-Aeee Sam, vai um cachorro quente?

ronald rios e um ramdom, vendendo cachorro-quente na night carioca

Aquele postzinho desnecessário pra contextualizar a parada

Até hoje as pessoas me param na rua pra me perguntar se o Eric quer namorar com elas e sobre a minha morte no mundo blogueiro. Pouco a pouco fui matando blogs e começando a escrever páginas diárias sobre as pessoas que quero matar e adquirindo uma vida. Mas todo mundo sabe que o mundo real tem CSI dublado na Record, poluição e aquecimento global. E isso é assunto de gente grande. Eu, como portadora de meros centímetros a mais que a Lilian - o que mal me permite andar de Montanha Russa - resolvi parar de gastar dinheiro com jujubas e voltar à vida tosca de blogueiro que prega chiclete embaixo das carteiras da biblioteca.

É uma forma de protesto, aquelas cadeiras são ruins pra caraleo.